Em tempos de pandemia, líderes trocam experiências e dicas sobre como criar um ambiente de confiança durante o home office

2020 foi um ano de muitas mudanças. Por causa da pandemia, tivemos que adaptar nossos modos de viver e diminuir a convivência com outras pessoas, o que impactou profundamente o ambiente de trabalho. O trabalho remoto virou uma prática comum para a maioria das empresas que podem adaptar seus serviços para funcionar a distância, mas isso não quer dizer que esse processo de adaptação foi tranquilo para os profissionais. Muitas pessoas estão tendo dificuldade em manter a produtividade e em estabelecer a confiança na equipe, uma vez que não temos mais a convivência presencial.

Por isso, o Órbi realizou, em parceria com a D3, MCFO e Zag, uma série de webinars sobre trabalho remoto. O assunto foi abordado por líderes e especialistas em trabalho remoto, que experimentam na prática os desafios e benefícios de trabalhar a distância desde bem antes da pandemia. Rubem Andrade, fundador do Zag e head of business da D3, Maísa Otoni, CEO da MCFO, João Marcos Souza, CEO da D3, Ricardo Barbosa, COO do Zag, e Anna Martins, CEO do Órbi, são os líderes que compartilharam suas experiências durante os webinars. Quer saber as principais dicas que eles deram sobre a importância da confiança para garantir a produtividade ao trabalhar longe de seus colegas? Acompanhe conosco:

1. Confiança como base

Para estabelecer uma dinâmica eficiente no trabalho remoto é essencial ter confiança. Sem confiança entre os colaboradores, fica difícil estabelecer um ambiente produtivo e com comunicação clara, o que torna a dinâmica de trabalho mais burocrática, lenta e, consequentemente, mais custosa.

Por isso, é necessário, acima de tudo, estabelecer a confiança como base. “A confiança é um sentimento que aparece quando a verdade prevalece. Ou seja, esse é um dos principais pilares da confiança: a verdade”, explica Rubem Andrade. Ao estabelecer a confiança entre os colaboradores de todos os níveis, é preciso ter em mente que confiar não é saber tudo sobre alguém, e sim não precisar saber sobre aquela pessoa.

2. Propósito e confiança

Como ter motivação trabalhando em casa? Essa é uma dificuldade que muitas pessoas têm ao adotar o home office. Por isso, Maísa Otoni relembra que as empresas são feitas de pessoas, e não de um lugar físico. “Não é o lugar físico ou o CNPJ que define a empresa. Na verdade, as empresas são feitas de pessoas, e para as pessoas trabalharem bem remotamente ou presencialmente, elas precisam ter propósito e ter um ambiente de confiança, onde elas se sintam livres para se expressar, participar e se engajar.”

Muito mais do que obrigações ou metas a serem cumpridas, as pessoas precisam ter um propósito, porque aí sim elas terão o sentimento de que estão realizando algo, de que há uma confiança sendo depositada nelas e de que elas são úteis e valorizadas pela empresa. Por isso, o questionamento necessário tanto para os gestores quanto para a equipe é “qual é o seu propósito?”. Esse propósito precisa ser compreendido e compartilhado entre os colaboradores.

3. Confiança, produtividade e resultado

O ambiente de confiança proporciona a colaboração. E tem coisa melhor do que isso? “Quando você tem um ambiente de confiança em que as pessoas podem participar e interagir, você tem como resultado várias pessoas integradas. Com o ambiente de confiança, as pessoas se sentem confortáveis para colaborar, e o resultado final é muito mais positivo do que quando é uma pessoa pensando e as outras executando”, compartilha Maísa.

Porém, a especialista salienta que é preciso ter paciência. A confiança é a construção de um relacionamento, e por isso ela cresce à medida em que o ambiente fértil de compartilhamento e diálogo é cultivado. E quanto mais os colaboradores têm confiança entre si, maior é o engajamento e a participação de todos, resultando em produções melhores e em uma cultura corporativa mais agradável para todos.

4. Ações práticas para fomentar um ambiente de confiança

A Anna Martins, CEO do Órbi, compartilhou boas práticas tanto para líderes quanto para equipes fomentarem o ambiente de confiança na empresa. Para os líderes, uma das dicas da Anna é não bancar o herói. Não só em momentos desafiadores como na adaptação para o trabalho remoto, mas em todos os momentos, é preciso ser humano e reconhecer as próprias limitações. Algumas práticas a adotar são:

  • Mostre vulnerabilidade
  • Seja autêntico
  • Crie rituais com seu time
  • Reconheça o trabalho das outras pessoas
  • Estabeleça metas desafiadoras e plausíveis para o time

Para os colaboradores da equipe, a CEO salienta a necessidade de ser honesto e falar a verdade. “Os líderes não possuem bola de cristal para saber o que está acontecendo na sua casa, não tem como saber sobre o seu dia-a-dia e suas possíveis dificuldades. Por isso, entenda primeiro os seus sentimentos, aquilo que você está passando, e em seguida você será capaz de expressar isso para o seu líder e seus colegas de trabalho. Seja honesto consigo mesmo e fale a verdade, fale aquilo que você está sentindo e eu tenho certeza que todos do seu time vão se preocupar e querer te ajudar.”

Além disso, é necessário lembrar que todos somos humanos e cometemos erros. “A ideia é que todo mundo se una quando você demonstra a sua fraqueza, exatamente para que a gente possa se ajudar e suprir as lacunas uns dos outros. Essa é uma forma do time ser proativo para criar um ambiente de confiança”, reforça Anna.

Outras dicas que a CEO do Órbi dá para todos os profissionais é tentar se dissipar das bagagens negativas que você traz de outras experiências profissionais, para que o relacionamento com sua equipe atual fique mais leve e você se abra para a confiança; falar em canais públicos, para que a comunicação entre a equipe seja mais eficiente e as pessoas se sintam incluídas no que está acontecendo; e adotar a estratégia do influencer, compartilhando com seus colegas coisas que você gosta para além do trabalho, e assim fomentando uma relação com mais vínculos e com maior nível de confiança.

5. Consequências práticas da falta de confiança

E o que acontece quando não há confiança entre os colaboradores? Quando não há um esforço para estabelecer a confiança na equipe de trabalho, os mal entendidos acabam prevalecendo, criando um ambiente de insegurança e pouca comunicação. Se isso já é ruim durante o trabalho presencial, no esquema remoto fica ainda pior.

A falta de confiança também diminui o senso de pertencimento, o que deixa o colaborador mais inseguro e prejudica o cumprimento dos propósitos da empresa. Como deu para perceber, não fomentar a cultura de confiança na equipe gera uma bola de neve, o que acarreta também um senso de desvalorização, insegurança e diminuição do senso de utilidade.

Tudo isso torna necessário implementar mais regras e burocracias para que se tenha mais controle dos funcionários, o que, consequentemente, torna o ambiente mais hostil e as pessoas mais infelizes.

6. Desconfiar custa caro

Você já deve ter entendido onde nós estamos querendo chegar com tudo isso, não é mesmo? Desconfiar de seus colaboradores custa caro para a empresa. “A desconfiança cria pontes organizacionais, e isso quebra a produtividade e a comunicação. Prezar pela confiança como um dos itens principais da organização não é balela, é algo comprovadamente muito mais barato, rápido e produtivo para a instituição”, reforma Rubem Andrade.

“Nós deveríamos apostar primeiro na confiança e cultivá-la, porque o controle excessivo é caro, lento e chato”, diz o especialista. E você, está esperando o que para adotar essa prática e melhorar o rendimento da sua equipe no trabalho remoto?

7. Será que funciona?

João Marcos Souza, CEO da D3, trabalha remotamente há cinco anos e é uma prova concreta de que é possível sim manter a produtividade da equipe ao trabalhar a distância. A empresa de produtos digitais existe há 17 anos e se adaptou para o trabalho remoto há alguns anos.

“Esse ambiente estimulante, muito agradável e produtivo, que tem a confiança como base, continua valendo desde o primeiro dia da D3 até hoje, 17 anos depois. Nós temos percebido que quando você trata as pessoas como adultas, com confiança e cordialidade, elas tendem a devolver isso, a apreciar a valorização que você faz, porque a confiança é uma valorização do caráter do outro. A pessoa se sente estimulada a provar que vale a pena você continuar confiando nela. Na prática, a gente tinha esse ambiente de confiança lá no início, quando a gente trabalhava face a face, e depois, mesmo sem se conhecer presencialmente, essa cultura se espalhou em todos os níveis da empresa e o ambiente de confiança é replicado em todos os grupos”, compartilha o fundador.

Assista ao vídeo

Esse conteúdo foi apresentado em uma série de webinars sobre trabalho remoto, disponível no canal do Órbi no Youtube. Assista ao vídeo completo com as falas dos convidados:

E você? Como está sendo a sua experiência com o trabalho remoto? Siga o Órbi nas redes sociais (TwitterInstagramFacebook e LinkedIn) e confira mais dicas para aumentar a produtividade da sua empresa!

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