Em mais uma edição do Round Table Conecta, o product manager do BeerOrCoffee, João Pedro Carvalho, ensina como resolver problemas de forma prática e criativa

Você já deve ter ouvido falar em design thinking. O termo, que tem sido muito difundido nos últimos anos, significa utilizar o modo de pensar dos designers para desenvolver soluções criativas centradas no usuário. Mais do que uma metodologia voltada para os profissionais da área, o design thinking visa justamente expandir as práticas da profissão para todos os setores, ensinando profissionais de outros campos a pensar fora da caixa e desenvolver soluções inovadoras que atendam às necessidades de mercado.

“O negócio do design thinking é, em vez de repetir os mesmos métodos que as pessoas usam a vida inteira, ele incentiva a pensar fora da caixa, considerar soluções alternativas, desafiar qualquer suposição que a gente tenha e explorar novos caminhos e ideias. Temos metodologias para desenvolver esse pensamento, mas a ideia é pensar naquilo que ninguém nunca pensou, observar coisas que ninguém nunca notou antes e trazer isso para ajudar o nosso usuário”, explica o especialista, João Pedro Carvalho.

Para entender melhor o que é esse tal de design thinking e como ele pode ajudar as empresas a solucionar os problemas dos usuários de forma mais empática eficiente, nós convidamos o empreendedor, designer e product manager do BeerOrCoffee, João Pedro Carvalho, para ensinar a metodologia para os participantes do Round Table Conecta. Acompanhe conosco para saber mais:

O que é design thinking

Segundo Tim Brown, designer responsável por popularizar o termo, “Design Thinking é uma abordagem antropocêntrica para inovação que usa ferramentas dos designers para integrar as necessidades das pessoas, as possibilidades da tecnologia e os requisitos para o sucesso dos negócios.” A ideologia do design thinking é centrada em resolver problemas complexos de forma criativa, levando em consideração as possibilidades tecnológicas e a viabilidade de negócio, com o objetivo de facilitar a vida do usuário final do produto ou serviço da empresa.

Assim, esse modo de trabalho baseado no design é marcado pela empatia, pois parte das dores e necessidades dos usuários para pensar em soluções e melhorias. “O design thinking coloca os humanos em primeiro lugar, pois ele quer entender as necessidades dessas pessoas para chegar a soluções que atendam a essas necessidades”, explica João.

À necessidade do cliente, acrescenta-se o que a empresa tem em termos de tecnologia e recurso e o que é viável em termos de mercado. E pronto! Esse é o segredo do design thinking: o que é desejável + o que é factível + o que é viável! “É a junção do que as pessoas querem, o que atende às necessidades delas, o que conseguimos fazer em termos de tecnologias, o que é viável em questão de negócio e o que faz sentido para a empresa manter. Esse é o ponto que o design thinking quer trazer”, conceitua o especialista.

Como o design thinking pode ajudar a sua empresa

Tudo isso parece muito bom, né? E para além de solucionar problemas e melhorar a experiência do usuário, empresas que adotam as metodologias do design thinking têm mais vantagem competitiva no mercado. Segundo a McKinsey & Company, organizações lideradas por design obtêm 10% mais receita do que as outras empresas. Elas superam o valor de mercado das que não são orientadas para o design em 219%. E a IBM, ao aplicar as práticas do design thinking em alguns setores, observou um retorno sobre o investimento de até 300% como resultado.

Para vivenciar o design thinking na prática, João Carvalho indica fazer um workshop com especialistas para conhecer melhor as ferramentas e práticas mais usadas na busca pela inovação. “O workshop de design thinking dá a todos os participantes uma abordagem que pode ser aplicada em praticamente qualquer desafio, de forma criativa, dentro da vida deles. É uma experiência que promove a inovação e o trabalho em equipe. O que o workshop de design thinking mostra para os participantes é basicamente uma receita para a inovação, para criar coisas que ninguém tinha pensado antes.”

Com essa experiência, segundo o especialista, é possível ter, em uma semana ou menos, insights que vão mudar totalmente a forma como o produto se relaciona com o usuário, a abordagem com os clientes, e até desenvolver novos produtos para solucionar as necessidades da empresa. Essa velocidade para resolver problemas é um diferencial para a empresa se destacar no mercado e tem tudo a ver com a transformação digital que a gente tanto fala, não é mesmo?

Para entender mais como funcionam as cinco etapas básicas do design thinking, aqui vai um resumo:

Os 5 passos do design thinking

1. Empatizar

Primeiro é preciso empatizar com o usuário. “A gente sabe que tem um desafio, um problema a ser resolvido. Vamos entender para quem a gente está resolvendo esse desafio, criar personas, entender quem é essa pessoa, vamos colocar nossos pés nos sapatos dela e entender como podemos projetar necessidades para essas pessoas específicas”, explica João.

Para entender o que o usuário realmente quer, faça essas perguntas: como o usuário interage com o nosso produto? Qual desafio ele tem com o nosso produto? Quais são os comportamentos que ele tem no dia a dia? O que ele sente quando a gente fala desse desafio específico?

2. Definir

Entendido o perfil do usuário, é necessário definir o desafio que será tratado. “Que problema é esse que estamos tratando? E, principalmente, por que estamos fazendo isso? Vale a pena trabalhar nesse problema? Nessa etapa, nós vamos aprofundar bem nesse problema, entender, medir… Existem várias ferramentas para saber se faz sentido ou não prosseguir com esse problema”, exemplifica o especialista.

3. Idear

Na terceira etapa, os participantes se dedicam a criar soluções para o problema do usuário. “Vamos ter um brainstorming para gerar ideias simples, ideias complexas, ideias malucas, vamos explorar todas as soluções que podem ser possíveis para esse problema. Já sabemos quem é a nossa persona e o problema a ser resolvido, agora vamos criar uma explosão de ideias e soluções que seriam possíveis, e então definimos qual é a mais adequada.”

4. Prototipar

Agora, é hora de prototipar a ideia definida e tirá-la do papel, para ver se realmente funciona. “Um protótipo pode ser um rabisco, um desenho, uma maquete, um mockup, desde que seja simplesfácil e, de preferência, que a gente consiga fazer ele interagir com o nosso usuário”, resume João.

5. Testar

Por fim, é necessário testar a solução para descobrir se, além de funcionar para a persona imaginada, ela atende às necessidades do usuário real. “Nós descobrimos quem é nosso usuário, qual é o problema, nós ideamos e prototipamos esse problema, agora vamos passar a solução para o usuário o mais rápido possível e vamos ver se ele consegue entender esse protótipo e se essa solução que trouxemos para o problema dele faz sentido. É nessa etapa que anotamos todas as observações, testamos bastante e temos insights para melhorar o produto, até chegar num ponto em que estejamos satisfeitos e o usuário também”, conclui João.

E aí, gostou das dicas? Já está pronto para botar essa técnica em prática? Mais do que uma metodologia de trabalho, o design thinking é uma filosofia para solucionar problemas de forma criativa empática, que pode ser aplicada nas mais diversas situações! Quer saber mais?

Assista ao vídeo

Esse conteúdo sobre Design Thinking foi apresentado para as corporates que fazem parte do Órbi Conecta durante uma edição do Round Table Conecta. Assista abaixo ao vídeo completo com a fala do especialista João Carvalho:

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