Convidamos o especialista em Business Agility, Carlos Júnior, para explicar como tornar a sua empresa mais ágil

Você sabe o que são as metodologias ágeis? Muito mais do que ligadas apenas ao setor de TI de uma empresa, as metodologias ágeis apoiam as organizações em sua jornada de transformação ágil, atuando na mentalidade e cultura dos profissionais para que busquem sempre se tornar cada vez mais eficazes e estejam focados em um mesmo objetivo: entregar mais valor para o cliente. Partindo da questão “como construir uma cultura de inovação e capacitar funcionários de forma efetiva em metodologias ágeis?”, o Órbi convidou o especialista em transformação digital e agilidade organizacional, Carlos Silva Júnior, para participar do Round Table Conecta e apresentar às nossas corporates os benefícios das metodologias ágeis.

“Agilidade organizacional é a capacidade de se adaptar flexibilizar diante das necessidades do mercado, entregando valor para o cliente de forma rápida, contínua e frequente”, explica Carlos. Para entender mais sobre como essas metodologias vão eliminar desperdícios na sua empresa e tornar todos os setores mais eficientes colaborativos, acompanhe conosco:

Quais são os princípios das metodologias ágeis

Como bem disse Zygmunt Bauman, nós estamos vivendo em uma modernidade líquida. Isso quer dizer que o mundo não permanece mais o mesmo por muito tempo, o mercado está sempre se transformando e nós precisamos nos adaptar e inovar. “Esse mundo líquido traz uma velocidade muito grande para a organização, porque precisamos responder ao mercado que está sempre mudando. Então, o que a gente precisa é pensar em como a empresa pode se tornar capaz de atender a essas necessidades, saindo de um pensamento tradicional, mas sem esquecer de toda a história e experiência. É preciso pegar essa experiência e inovar, buscar novas possibilidades, para que a empresa possa atender às necessidades do mercado”, explica Carlos Júnior, que é o CEO da Conexão Ágil, empresa de consultoria e treinamento de Business Agility e Inteligência de Negócio.

Ser ágil significa entregar valor ao cliente de ponta a ponta. A agilidade é uma mentalidade, é a capacidade de se adaptar e flexibilizar diante das necessidades do mercado, entregando valor para o cliente de forma rápida, contínua e frequente. As metodologias ágeis oferecem soluções personalizadas para cada ambiente e cultura, garantindo a evolução contínua de forma alinhada aos desafios que a transformação ágil traz para as organizações.

Internamente, a mentalidade ágil ajuda a empresa a desenvolver a cultura de inovação e a melhorar seus processos, através de abordagens que têm como objetivo alcançar mais eficiência na entrega do produto ou serviço da empresa. As metodologias também auxiliam na entrega de mais valor para o cliente e a criar novos modelos, canais e produtos, se adequando ao mundo digital e gerando mais resultados. Esse novo pensamento serve para eliminar desperdícios de função e burocracias, tornando o atendimento e todos os processos internos mais facilitados. Assim, os princípios da mentalidade ágil podem ser resumidos em: eliminar desperdícios e ter mais autonomiaauto-organização e sincronismo entre os colaboradores de todos os setores.

“A agilidade é justamente quebrar a burocracia da organização e abrir espaço para eficiência e eficácia. Quando eu falo de eficiência, eu estou falando de fazer do jeito certo, e quando eu falo de eficácia, é sobre fazer a coisa certa. Se a empresa consegue unir essas duas coisas, ela deslancha. E para isso é preciso ter união entre todos os colaboradores, que devem trabalhar com o mesmo objetivo: entregar valor para o cliente,” resume Carlos. Veja como você pode fazer isso na sua empresa:

Como aplicar a mentalidade ágil na sua empresa

Para pensar em como aplicar a mentalidade ágil na empresa, Carlos primeiro propõe algumas perguntas: “A sua empresa está direcionada a atender processos ou a atender o seu cliente? A sua empresa está tão travada ao ponto de controlar as pessoas por meio de processos e burocracias, esquecendo de entregar valor para o seu cliente? Se você está nesse ponto, uma hora vai dar problema.”

Para aplicar a agilidade organizacional na sua empresa, é preciso olhar para a capacidade de se adaptar e de flexibilizar diante das necessidades de mercado, e isso não necessariamente envolve adotar novas tecnologias e ferramentas digitais. “É necessário eliminar desperdícios, rever os próprios processos e ver onde você não agrega valor para o cliente”, explica o especialista. O ideal, ao aplicar as metodologias ágeis, é separar as tarefas em duas vertentes: rotina estratégia. “Se é rotina, pode ser automatizada, ou será dinheiro indo embora. Se diz respeito à estratégia, precisa de recurso intelectual envolvido.”

Com a mentalidade ágil, a empresa passa a se organizar de forma orgânica, onde todos os processos atravessam a empresa de forma horizontal, e não vertical. Todos os colaboradores passam a trabalhar tendo o cliente no centro e com o objetivo principal de entregar mais valor para ele.

“A agilidade organizacional é ter um sincronismo onde todas as áreas trabalham juntas, unidas, próximas, focadas no mesmo objetivo. Não é colocar culpa em uma área ou achar algum responsável para o problema, mas sim trabalhar com colaboração. Para isso existem técnicas como OKR, por exemplo, que distribui o objetivo estratégico em várias áreas e pode chegar até no nível individual para alcançar os objetivos da empresa.”

Outra técnica apresentada por Carlos Júnior é a Quick Wins, ou ganhos rápidos, que consiste em analisar quais demandas são necessárias para alcançar os objetivos estratégicos e qual é a melhor forma para completá-las mais rapidamente, entregando valor para o cliente. “Os colaboradores vão se unir para atender a essa demanda mais rápido e depois vão trabalhar juntos nas próximas demandas, e assim sucessivamente. Organização sincronismo é isso, só que muitas empresas não pensam dessa forma.”

O departamento de recursos humanos tem um valor essencial para aplicar essa nova forma de trabalhar em toda a empresa. “O RH tem que ser estratégico, não pode mais ser um RH passivo que fica esperando o profissional vir reclamar para poder ajudar”, salienta Carlos. “Nós estamos falando de novas lideranças, novas capacidades habilidades, e o RH tem que ser a área estratégica que está olhando para o futuro da empresa. Quando a empresa quer inovar, trazer transformação digital, o RH é o primeiro a dar o passo para fazer uma análise da empresa inteira e saber quais setores são capazes para isso. Os que não forem capazes, trazer um plano de como desenvolvê-los. E assim a gente mede o resultado do desenvolvimento dessas pessoas e entende qual é esse gap.”

Comportamentos que podem atrapalhar a sua empresa

E aí? Deu para repensar a realidade da sua empresa e ver quais funções precisam ser agilizadas? O especialista indicou também alguns processos que podem estar tornando a sua empresa ineficiente na missão de entregar valor para o cliente:

“Será que suas áreas não estão trabalhando como silos, onde cada funcionário trabalha com uma prioridade, e não coletivamente? Como um colaborador pode ter outra prioridade, se nós estamos falando de uma organização única que entrega um produto único? O objetivo da pessoa do financeiro é o mesmo da colaboradora do RH, que é entregar valor para o cliente. É preciso ter um objetivo estratégico no qual todas as áreas da organização têm que seguir, todos têm que olhar para a mesma missão. Eu posso ter algumas atividades fora desse objetivo, mas a entrega de todos os colaboradores em algum momento tem que se juntar para entregar o objetivo principal da organização.”

O problema nas organizações, segundo Carlos, muitas vezes não está nem no conceito nem na prática, mas na forma como se colocam as metas de forma individualizada, e não coletiva. Enquanto cada colaborador tiver a sua meta para cumprir, ele não vai olhar para o objetivo final da empresa, e sim para as suas metas. Esse é um erro comum que costuma acontecer nas empresas, que é focar demais no processo e acabar se esquecendo do cliente.

“Para alcançar a agilidade dentro da organização, para alcançar a eliminação de desperdíciossincronismo organizacional, conseguir auto-organização e tudo mais, você precisa, primeiro, saber a sua cadeia de valor e saber quais são os processos que não estão funcionando bem. É necessário analisar os processos internos e entender onde acrescenta valor ou não. Ser ágil é entregar valor para o seu cliente de ponta a ponta. Não precisa saber Scrum, porque agilidade é mindset, é capacidade, é competência e é uma habilidade que a gente desenvolve para entregar valor para o nosso cliente”, conclui Carlos.

Assista ao vídeo

Esse conteúdo sobre Metodologias Ágeis foi apresentado para as corporates que fazem parte do Órbi Conecta durante uma edição do Round Table Conecta. Assista abaixo ao vídeo completo com a palestra do especialista Carlos Júnior:

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